domingo, 10 de julho de 2011

Mar, sol e água fresca: um bom lugar para se fazer negócios

Responda rápido: caso pudesse escolher, você optaria por uma cidade com mar para viver, trabalhar e fazer negócios? Se disse sim, pertence à maioria dos que sonham com qualidade de vida e desenvolvimento profissional 

Ouvir moradores de Barcelona ou do Rio de Janeiro dizer que não deixariam suas cidades jamais não é difícil de se ouvir. E essa convicção não se dá apenas no âmbito pessoal, mas também no que diz respeito ao trabalho. O que têm em comum as duas cidades? Ambas têm praia, porto e encanto.

"Nas zonas costeiras o clima é mais suave, pela influência do mar. Isso é uma forma de atrair talentos. Mas, além da costa, é ideal que a cidade tenha um bom clima, suficientes dias de sol, água suficiente e instalações adequadas", explica José Ramón Pin, professor do Iesse Business School.

Esse é um dos argumentos que Barcelona tem utilizado para atrair empresas inovadoras. Nesses casos, o intercâmbio cultural é importante, o que junto com outros aspectos tem permitido que Barcelona – e também o rio – sejam grandes zonas turísticas.

"Isso cria uma combinação entre descanso e trabalho, o que dá à população características especiais: gente que é capaz de se divertir trabalhando e vice versa, mais atenta ao cliente e mais extrovertida", afirma Pin. Mas ele também adverte que isso gera inconvenientes, como o fato de "o trabalho rigoroso e contínuo ser algo mais complicado de se conseguir, porque estão mais acostumados a projetos mais curtos e nos quais os detalhes não são importantes".

"As pessoas preferem viver e trabalhar perto do mar, pensando na qualidade de vida. Essas pessoas acreditam mesmo que aquele é o melhor lugar e é muito difícil, uma hora, convencê-los a trabalhar no interior", explica Paulo Vicente, professor de estratégia da Fundação Dom Cabral, escola de negócios situada em Belo Horizonte, capital situada bem distante do litoral.

Praia é bom. Porto é muito melhor

Além da praia, que por si só pode incidir muito pouco nos negócios, ma menos que estes estejam relacionados ao turismo, os portos são o que fazem as maiores diferenças, porque geram uma movimentação mais fluida de produtos.

"Existe uma vantagem indiscutível no transporte marítimo, porque é mais barato, bem como a produção. Hoje em dia há uma oferta muito grande de transportes marítimos e os fretes são muito baratos", afirma Pin.

Sergio Luiz Pereira, professor de supply chain y sustentabilidade da BSP, "de todos os sistemas de transporte que o homem já inventou, o marítimo é de longe o mais eficiente em relação ao custo de energia por tonelada transportada. Desse modo, os portos são elementos orgânicos fundamentais para o desenvolvimento da economia, porque são as portas e entrada e saída de matérias primas e produtos", afirma Vicente.

"Muitas companhias preferem estar perto do mar ou de um porto fluvial (em rios), porque é mais barato o recurso logístico. Também interfere se essas empresas exportarem algum produto", complementa Vicente.

Assim, segundo o último ranking 2010 elaborado pela AmericaEconomia, as melhores cidades para se fazer negócios na América Latina", as qualificadas no topo foram Miami, Santiago do Chile, São Paulo, Cidade do México, Rio de Janeiro e Buenos Aires. De todas, Miami e Rio têm mar e Buenos Aires tem porto.

O clima dos negócios não é afetado pelo mar

O que acontece é que as cidades costeiras e turísticas acabam sendo mais atrativas para os executivos globais, que mudam de cidade com frequência. No entanto, Pereira acredita que assim como o rio de Janeiro tem fama mundial como a Cidade Maravilhosa, isso não significa que São Paulo não se projete como cidade turística, mesmo sem ser litorânea.

"Nem todas as cidades costeiras têm uma boa infraestrutura de estradas e rede ferroviária. Portanto, é urgente que o governo brasileiro e também o setor privado invistam não só na modernização dos portos, mas em todo o modelo de infraestrutura de transportes", diz Pereira.

"Também é importante o respeito à institucionalidade, porque quando se resolve fazer negócios, as perspectivas são de longo prazo e espera-se que as regras do jogo não mudem abruptamente", acrescenta Enzo Defilippi, profesor da Escola de Pós-graduação da Universidade do Pacífico do Peru. 

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O líder se foi: quem assume o barco?

A ausência de substitutos à altura é um problema real de muitos empreendimentos diante da necessidade de se fazer uma transição

Não são raros os exemplos que temos de empresas, principalmente as familiares, estabelecidas ao longo de décadas como grandes sucessos e que de uma hora para a outra desmoronam, quando aquele velho líder de sempre tem de deixar o posto. A ausência de substitutos à altura é um problema real de muitos empreendimentos diante da necessidade de se fazer uma transição. Mas isso não é o fim do mundo. Fazer um sucessor (ou sucessores) não é tão complicado quanto se parece, desde que isso seja um trabalho contínuo e iniciado bem antes da hora H. Caso contrário, sim, pode se preocupar.

Se a empresa não estiver preparada para as mudanças na direção, as consequências podem ser desastrosas. "É fundamental montar uma estratégia para que a sucessão tenha êxito, especialmente quando a companhia é familiar. Os conflitos entre membros da família podem até derrubar a companhia", ressalta Eberson Luiz Federezzi, consultor de carreira e diretor da empresa de recursos humanos Gnetwork.

O líder que está deixando seu cargo – não importa o motivo – deve ter em mente que é preciso preparar alguém para substituí-lo e dar continuidade ao trabalho. É importante lembrar que o sucessor não pode ser qualquer um. "O profissional escolhido deve ter as competências e qualidades necessárias para exercer o cargo. O ideal é optar por algum colaborador que, além de atender ao perfil do cargo, já tenha algum tempo de casa. Conhecer a cultura organizacional facilita a adaptação às novas responsabilidades", afirma.

O sucessor deve ser treinado e conduzido para que possa dar o melhor de si. O líder tem que colocar o profissional dentro do contexto da empresa, mostrar que tem confiança nele para prosseguir com os projetos já em andamento e dar início a novas ideias. "Ninguém é insubstituível ou existirá para sempre. Por isso é imprescindível ter alguém pronto para exercer a função no momento da sucessão. Quem vai deixar o cargo deve planejar a sua saída. Afinal, treinar e deixar um novo líder preparado demanda algum tempo", destaca.

Para a transição ser tranquila – tanto para o sucessor quanto para os colaboradores que terão um novo líder – é recomendado que as mudanças ocorram progressivamente. Informar todas as pessoas que fazem parte da empresa sobre a sucessão também é de extrema importância. "Será um período de adaptação coletiva, que pode ser ou não traumático, tudo depende da maneira como o processo é conduzido. Para evitar conflitos, as responsabilidades podem ser passadas de forma gradual para o sucessor, até que o procedimento seja finalizado", observa.

Um bom líder não pode esquecer-se de transmitir os principais valores da organização para o sucessor e ajudá-lo a compreender a seriedade do seu trabalho. "Ética, compromisso, equidade e honestidade são princípios básicos e mesmo que o profissional já esteja habituado a este clima organizacional é importante ressaltá-los. Com um preparo adequado, o profissional irá atuar conforme as orientações dadas e não existirão maiores problemas com as mudanças na direção da companhia. Se houverem dificuldades é possível contratar um consultor que poderá ajudar na transição", aponta.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Chefias problemáticas: saiba como contornar as dificuldades e crescer com elas

Entregar os pontos e abandonar o barco não é a solução

Agressivo, autoritário, mau humorado, impaciente. Falando alto, com palavras inadequadas e até palavrões, provoca medo e ansiedade. Quando o colaborador convive com este tipo de pessoa, acaba perdendo a motivação e o comprometimento para realizar um bom trabalho, resultando em aumento do nível de estresse e queda da produtividade. Mas nem por isso o "chefe problema" deixa de existir.

Entregar os pontos e abandonar o barco por conta dele, no entanto, não é a solução. É preciso conhecê-lo, analisando seu perfil, de modo que seja possível encontrar caminhos para tornar a relação mais fácil. É preciso ter flexibilidade, procurando se adaptar ao seu estilo.

Nessa jornada, os "chefes difíceis" acabam, ironicamente, sendo facilitadores, a partir do momento em que nos forçam a buscar a superação dos nossos limites e, de certa forma, nos proporcionam um aprimoramento, à medida que os desafios vão sendo superados.

Diante de um chefe difícil é importante o profissional se posicionar. Temos liberdade para escolher entre aceitar ou não a situação. Caso você não se adapte, é melhor procurar novos rumos. Mas, caso contrário, decida fica, saiba tirar proveito das dificuldades e crescer com elas.

Veja alguns tipos de chefe e as dicas da especialista em desenvolvimento de pessoas Stefania Lins Giannoni sobre como lidar com eles.

 
Coercivo

É aquele que quere que as coisas sejam realizadas do seu jeito. Para ele, tudo deve transcorrer como que ele acha correto, na hora que ele quer. Na medida do possível, procure se posicionar, dando opinião e sugestão de novas formas de realizar as atividades.

Exigente demais

Esse estabelece altos padrões de desempenho para a equipe e exige que todos cheguem lá, mas de uma forma impositiva, sem respeitar o limite dos outros. Seu objetivo é que todos atinjam as metas a qualquer custo, o que pode ter um impacto negativo no grupo. Ao lidar com este tipo de chefe, procure atender os prazos e cumprir as metas. Porém, se julgar que não conseguirá atender a necessidade do chefe, posicione-se e busque uma negociação.

Agressivo

É aquele rude, grosseiro, que fala alto, utiliza uma linguagem inadequada com o colaborador e não o respeita enquanto profissional. Nesses casos, o conselho é ser assertivo, buscando oportunidades para que se possa deixar claro como você se sente com relação à forma de tratamento recebida.

Mal-humorado

Está sempre reclamando de tudo e de todos. O ideal para lidar com este tipo de chefe é não se deixar contaminar pelo humor dele.

Instável

É aquele que não tem equilíbrio emocional e sofre mudanças bruscas de comportamento. Como lidar: procure conhecer a pessoa e saber como e quando você deve se colocar. Antes de falar, tenha certeza de que o momento é o mais apropriado e aproveite os momentos de bom humor.

Reservado

Com dificuldade de relacionamento, esse tipo de chefe não interage com a equipe. Ele conduz as pessoas, mas mantém um distanciamento muito grande, sem criar laços. Nesses casos, procure se aproximar e se ofereça para ajudar, procurando maximizar o diálogo.

Centralizador

Tem que estar a par de tudo, mas não consegue delegar atividades aos seus colaboradores, por medo de perder o lugar ou por receio de que as pessoas não saibam fazer como ele faz. Dica: procurar se aproximar e ganhar sua confiança, deixando claro que seu objetivo é somar, compartilhar e trabalhar em equipe.

Omisso

É aquele que não se coloca, não se posiciona diante das situações do dia a dia e não fornece feedback para a equipe. Nesse caso, o mais indicado é, com cautela, solicitar uma opinião.

domingo, 3 de julho de 2011

Qual perfil de estagiário as empresas procuram?

Conheça as características mais valorizadas pelas companhias e aumente as suas chances de conseguir um estágio.

Ingressar em um bom programa de estágio é o sonho de muitos jovens que desejam adquirir bagagem prática, valorizar o currículo ou, até mesmo, iniciar a carreira na empresa ao fim da temporada de estágio. Mas será que você é o estagiário que as companhias buscam? Para responder a pergunta o Empregos.com.br falou com três profissionais que trabalham com o público jovem.

Segundo Roberta Cesar, gerente de projetos da Cia de Talentos, grosso modo as organizações buscam estudantes aplicados, que saibam utilizar suas experiências a favor da empresa e corram atrás do próprio desenvolvimento profissional. “Ou seja, que utilize a faculdade como um recurso para o trabalho”. Portanto, levar as ideias aprendidas na universidade para a empresa, ser curioso e ajudar a resolver os problemas do dia a dia são atitudes apreciadas em um estagiário, ressalta Roberta.

As empresas procuram ainda estagiários que estejam dispostos a aprender, tenham ambição profissional, sejam flexíveis e demonstrem comprometimento. Outras qualidades importantes são a autonomia e a capacidade de comunicação. “O estagiário poderá deparar-se com situações que ele não entende, mas deverá saber agir”, avisa o professor Ronaldo Barbosa, diretor adjunto de desenvolvimento educacional da Anhanguera.

Conforme Patrícia Teixeira, psicóloga e analista de carreiras da Veris Faculdades, espírito de equipe, não resistência a mudanças, proatividade e formação consistente são algumas das principais características esperadas em um estagiário. “Quanto mais o candidato tiver a oferecer, melhor. As empresas buscam candidatos que tenham diferenciais.”

Outros fatores relevantes
Estar informado sobre notícias do Brasil e do mundo pode não ser pré-requisito para participar de um processo seletivo de estagiários, mas certamente é um diferencial, afirmam os especialistas ouvidos pelo Empregos.com.br. “Pessoas com boa cultura geral normalmente sabem ler e escrever melhor e têm mais senso crítico para saber o que dizer e como se comportar”, sublinha Ronaldo Barbosa, da Anhanguera.

Além disso, a informação proporciona visão de mercado. “O aluno informado sabe quais são as projeções de futuro em sua área, e o que pode influenciar sua carreira”, diz Patrícia Teixeira, da Veris Faculdades. “Informado, ele (estagiário) consegue falar com mais propriedade sobre os negócios da empresa”, aponta Roberta Cesar, da Cia de Talentos.

A vivência internacional também é bastante valorizada pelas empresas que, em muitos casos, exigem do aspirante a estagiário o domínio de uma língua estrangeira. A experiência, no entanto, deve estar atrelada ao desenvolvimento profissional do estudante universitário. “O intercâmbio proporciona o contato com outras culturas e a experiência no enfrentamento de situações novas”, destaca Ronaldo.

“Os diferenciais são os tipos de experiências vivenciadas pelo estudante. Por isso é fundamental correr atrás do próprio desenvolvimento, envolvendo-se em empresas juniores, projetos de iniciação científica, prestando serviço em uma entidade, aprendendo uma nova língua”, resume Roberta. Vale lembrar que o domínio do português é item eliminatório em um processo de seleção para estagiários.

Dicas

Para quem deseja ingressar em um programa de estágio a dica número um é definir os objetivos de carreira, conhecer as próprias potencialidades e pontos a desenvolver. Feito isso é hora de pesquisar sobre a empresa em que aspira estagiar.

Segundo Patrícia, o candidato precisa identificar-se com a cultura da empresa, verificar se ela oferece plano de carreira, se a vaga é compatível com a área de estudo ou irá agregar valor ao conhecimento dele. No processo seletivo é fundamental apresentar-se com segurança, “tomar cuidado com a postura, vestimenta, prestar atenção nas instruções e mostrar interesse pela vaga.”

Durante o estágio, a orientação é ouvir muito e ter bastante paciência para aprender. “É fundamental mostrar aplicação e comprometimento em todas as tarefas que surgirem, das mais simples até as mais complexas, e nunca falar mal da empresa ou das pessoas”, recomenda Ronaldo.

Roberta ressalta a importância de entender a hierarquia da empresa antes de expor ideias ou propor mudanças. “Algumas organizações são bem abertas às sugestões. Outras são mais rígidas, e o processo de mudança mais lento. É importante saber até onde você pode ir.”

Por Rômulo Martins

sexta-feira, 1 de julho de 2011

3ª Semana do Empreendedor Individual termina dia 2 de julho

Fala pessoal! A dica de hoje é para aqueles profissionais que atuam informalmente e que procuram se formalizar, mas que acham que é tudo muito complicado, cheio de burocracia e, principalmente, cheio de impostos pra pagar. E também para aqueles que já se cadastraram como Empreendedor Individual junto ao Sebrae mas que precisam de cursos e conteúdo direcionado para aperfeiçoarem sua empresa. Fiquem ligados!


Teve início no dia 27 de junho a 3ª Semana do Empreendedor Individual, um mega evento produzido pelo Sebrae que vai oferecer diversos cursos, oficinas e informações relevantes para os empresários registrados, visando uma melhor gestão de suas empresas e também de sua capacidade profissional. O evento, que acontece simultaneamente em todo Brasil, também registrará novos Empreendedores Individuais interessados em formalizar o seu negócio.

Mas atenção, esta oportunidade vai até o dia 02 de julho (sábado) apenas, hein? É bom você se apressar!

Benefícios da formalização

Ao se formalizar, o empresário passa a ter direito a CNPJ, emitir nota fiscal e cobertura previdenciária. Além disso, outros benefícios são oferecidos aos empreendedores individuais, conheça os detalhes:

  • Com a regularização do negócio e o alvará emitido pela prefeitura, acaba o medo de que a mercadoria seja confiscada;
  • Feito o registro da empresa, o empreendedor passa a ter CNPJ, possibilitando a abertura de conta em banco e o acesso a crédito com juros mais baratos;
  • Com a empresa legalizada, o empreendedor poderá ter endereço fixo para facilitar a conquista de novos clientes;  
  • Apoio técnico do Sebrae;    
  • Cobertura da Previdência Social para o Empreendedor Individual e para a sua família; 
  • Possibilidade de negociação de preços e condições nas compras de mercadorias para revenda, com prazo junto aos atacadistas e melhor margem de lucro; 
  • Emissão de nota fiscal para venda para outras empresas ou para o governo;   
  • Dispensa da formalidade de escrituração fiscal e contábil.


É importante lembrar que podem participar os empreendedores que faturam até R$ 36 mil por ano e que possuam, no máximo, um empregado. O único custo da formalização é o pagamento mensal de R$ 27,25 (INSS), R$ 5,00 (Prestadores de Serviço) e R$ 1,00 (Comércio e Indústria) por meio de carnê emitido exclusivamente no Portal do Empreendedor. Qualquer outra cobrança é indevida.

Esta é sem dúvida uma excelente dica, não é mesmo? Portanto, se você é um empreendedor e ainda não está regularizado, aproveite já esta grande oportunidade. É a sua chance de se tornar um empresário de verdade, com todos os direitos e benefícios disponíveis.

Procure o posto de atendimento na sua região até o dia 02 de julho e formalize-se. Para receber maiores informações, você pode ligar para o número 0800 570 0800 ou acessar o site do programa. Informe-se e seja mais um empreendedor individual de sucesso!